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MUSICA SONETO DE PRAZER REINALDO BAIXAR


    Índice:

Amanhece surge o sol / Ainda meio sonolento / se escondendo sob as nuvens / Empurradas pelo vento / / Que sopra de leve a brisa da manhã / Exalando um. Reinaldo - Soneto De Prazer (Letra e música para ouvir) - Amanhece surge o sol / Ainda meio sonolento / se escondendo sob as nuvens / Empurradas pelo. Reinaldo - Príncipe Do Pagode - Soneto De Prazer (música para ouvir com letra) , salve a música na sua playlist e escute quando quiser!.

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REINALDO DE PRAZER BAIXAR SONETO MUSICA

Aspiro a esse cargo. Comprou tudo à vista. Minha felicidade consiste em que sejas feliz. Como vencer falando. E que ele anestesia todos os sofrimentos. Reparei o motor. Dix conseils pour parler en public. Fez um muxoxo de desprezo. Ficou em casa da uma às cinco horas. Publicar em Cancelar. Paris: Librairie Rousseau, Quatro dos 12 obras que participaram desta fase foram eliminados. Vi a cabana. Chapter Final thesis. O empregado renunciou seu posto. Apareceram Apareceu o agressor e a vítima. Durante algum tempo assumiu o personagem de Velha Artista Meio Maluca e acabou se tornando uma das figuras de proa da arte regionalista de Kansas. Ela melhora à medida que os dias passam. Artigo 20o o 7.

Reinaldo - Soneto De Prazer (Letra e música para ouvir) - Amanhece surge o sol / Ainda meio sonolento / se escondendo sob as nuvens / Empurradas pelo. Reinaldo - Príncipe Do Pagode - Soneto De Prazer (música para ouvir com letra) , salve a música na sua playlist e escute quando quiser!. Soneto De Prazer Mario Sergio / Luizinho Tiblum Reinaldo Amanhece surge o sol. Ainda meio sonolento se escondendo sob as nuvens. Empurradas pelo. Amanhece surge o sol / Ainda meio sonolento / se escondendo sob as nuvens / Empurradas pelo vento / Que sopra de leve a brisa da manhã / Exalando um. Ouça músicas de Reinaldo como 'Retrato Cantado de Um Amor', 'Brilho No Olhar ', 'Trapaças do Amor', 'Soneto de Prazer', 'Sonhos', 'Problema Emocional' e.

Despediu-se com o livro debaixo do bra- ço, e ainda mal que eram despedidas para sempre. Francisco de Castro. Ainda me sangrava o luto dessa perda, quando uma noite fui ao Cosme Velho entregar ao Presidente da Aca- demia o manuscrito incompleto do discurso de meu pai. Visita curta e calada. Tais pala- vras as ouvi do mestre Augusto. O seu abrangem as conclusões estudo provoca debates acirrados a unanimidade e nem Fizemos das opiniões.

Vejamos alguns exemplos desse comportamento de Hitler. Cada um de nós é um chefe, e a Alemanha é feita destes chefes Deu-lhes o ho- mem! É preciso aperfeiçoar o ritmo da fala dentro do estilo de cada um, aproveitando a energia, o timbre e a sonoridade da voz. Blota Jr. A VOZ A voz determina a própria personalidade de quem fala. Lambdacismo — É a troca do r pelo 1: talde tarde , forte. Expressi Além desses aspectos,vidade da fala é bom atentar para a expressividade dedicada às palavras dentro da frase.

Cada palavra possui uma ou mais sílabas mais importantes, assim como cada frase possui uma ou mais palavras mais importantes. O mesmo ocorre com as frases. Primeira hipótese — O dia em que eu fui à escola era a mensagem principal.

Terceira hipótese — A forma, o meio de transporte utiliza- do, como eu fui à escola, é que tinha maior valor na men- sagem. Intensida de E preciso também exercitar e vigiar a intensidade da voz.

Como é que as pessoas poderiam ficar concentradas na mensa- gem, se tivessem de se preocupar com o significado de cada palavra? Somente as pessoas de elevado nível cultural é que conse- guiam compreendê-lo sem dificuldades. As outras perdiam-se completamente no meio do seu palavreado pomposo. Ficou radiante com o convite. Roberto e massacraram- no com duras críticas. Disseram com toda a sinceridade, que ele jamais poderia obter sucesso se se apresentasse com aquele discurso.

Nem todos tiveram a oportunidade de tomar conheci- mento de uma linguagem técnica específica. Embora simples, traduz as idéias claramente, sem divaga- ções. Essa versatilidade torna o orador admirado em todos os ambientes, dos mais humildes aos mais elevados. Correríamos o risco de encontrar na técnica o artificialismo do comportamento.

Por exemplo, recomenda- se cruzar os braços para indicar uma atitude desafiadora ou de espera, embora seja um gesto desaconselhado para uma pos- tura normal. A própria natureza se encarrega da maioria dos acertos. Quase todos os nossos alunos aprendem a se expressar com o corpo, seguindo os próprios impulsos naturais. Se queremos falar que levamos algo, pensamos na mensagem que é levar, informamos o cor- po sobre qual o movimento a ser executado, o corpo cumpre naturalmente o seu papel estendendo o braço para frente, e de- pois pronunciamos a frase eu levei.

Se verificar que o movimento a ser realizado tem como causa a insegurança ou o nervosismo, o es- forço tem de ser redobrado, no sentido de manter a postura. O próprio orador correta. Determinados gestos chegam a ridicularizar a imagem do orador. Os gestos gera-los.

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Para orientar e explicar, basta dei- xar os três dedos, médio, indicador e polegar abertos. Ainda voltada para baixo, com pequenos movimentos, significa pedido de calma, paciência, espera, silêncio. As pontas dos dedos unidos, voltados para baixo, com pe- quenos movimentos, significa plantar, penetrar, tempo presen- te, local próximo. Normalmente quando os gestos realizados acima possuem da linha boa expressividade da cintura, visíveis ao audi- tório.

Quando inclinada constantemente para um dos lados, excessivamente baixa ou alta, quebra a elegância da pos- tura. Deve ser usada principalmente para complementar ou in- dicar idéias afirmativas ou negativas.

Houve aqui a ajuda do semblante, que passaremos a analisar. Cada sentimento possui formas diferentes para ser apresenta- do pelo semblante. O semblante trabalha também como indicador de coerên- cia e de sinceridade das palavras. Deve demonstrar exatamente aquilo que estamos dizendo.

Através dos olhos poderemos obter o retorno da mensagem que colocamos para o auditório. Todos precisam passar pelo ângulo visual do comunicador, para sentirem que a sua presença é importante naquele recinto. Falar sobre um assunto fora do seu campo de conhecimento e sem ne- nhum preparo anterior é um verdadeiro crime contra o pas- sado e o prestígio do orador aventureiro.

O orador deve conhe- cer um pouco de cada matéria, interessar-se pelas artes, pela História, los pelaseuGeografia, fatos do pela Literatura tempo. Quantodemais as chances enraizado estiver o sucesso. Ele tinha juntado farto material e passara alguns dias lendo todas aquelas informações e achava que isso lhe cre- ditava a autoridade para abordar o assunto.

Falou com os engenheiros, com os encarregados de obra e com os trabalhadores braçais e in- corporou todas aquelas informações ao seu conhecimento. Nunca é cedo demais para se preparar para falar sobre um tema. Se tiver uma semana de prazo, prepare-se durante uma semana, se tiver um mês, prepare-se durante um mês, se tiver um ano, prepare-se durante um ano.

Use todo o tempo dispo- nível, saiba sempre muito mais do que aquilo que vai expor. A vida é combate Que os fracos abate Que os fortes, os bravos Só pode exaltar.

Tal- vez, quem mais se tenha aproximado dessa referência foi Joa- quim Nabuco, o grande orador abolicionista. Afonso Celso o descreveu assim: "A figura de Nabuco formava por si só o melhor dos exórdios. A voz estridulava como um clarim; dominava os rumores; cortava, penetrante e poderosa, as interrup- ções.

Voz de combate —a do comandante excitando os soldados, no acesso da batalha. Desses e outros gestos provinha-lhe vantajoso ar de desembaraço e petulância. Nabuco, demais, sempre escolhia para tema assuntos levantados, problemas sociais, filosóficos e religiosos, de alcance universal. Fugia às polêmicas individuais, às intrigas da politiquice.

Concorriam nessa quadra em Nabuco copiosos e variados encantos: o de herói da sociedade, o das via- gens, em que convivera com as sumidades estrangeiras, o de jornalista, o da popularidade, o da sublime bandei- ra que empunhava. Acorria gente de todas as condi- ções, numerosas senhoras para vê-lo e ouvi-lo.

As gale- rias o aclamavam. Mal o presidente proferia a frase regimental: tem a palavra o Sr. Joaquim Nabuco, corria um calafrio pela assistência excitada; eletrizava-se a atmosfera.

Parava, descansava, consentia que se cruzassem os apartes e os aplausos. Nem era possível detê-lo. As perorações, de ingente sopro lírico, eram cuidadosa e habilmente preparadas. Cada faixa de idade precisa ser encarada dentro do seu prisma peculiar e de acordo com o seu interesse.

E preciso utilizar palavras concretas, simples e de significado claro. Falo para vocês, minhas meninas e meus meni- nos! E quero contar-lhes uma história de flores. Falo nele, porque escreveu o Campo de Flores — que o mesmo é que o campo das crianças. Agora a história que lhes prometi: Um dia, num campo florido, nasceu uma rosa!

E a rosa cresceu e exalava fragrância e encantava a todos! Ia tomando corpo e dominava, no jardim, a todas as flo- res! A seu lado, mais tarde, foi crescendo outra rosa —e mais linda, talvez, se isso fosse possível!

A primeira rosa — era Portugal! A segunda rosa — era o Brasil! E veio o vento — um vento muito suave, brisa leve, brisa carinhosa e meiga; juntou as rosas; ligou-as num abraço beleza efervoroso — e casaram-se as suas pétalas, a sua o seu perfume.

Sabem quem era o vento, sabem quem era a brisa? Cabe ao orador descobrir, entre aquilo que mudou e o que permaneceu, como é o jovem do seu tempo. O jovem tem sede de conhecimentos e de realizações.

Apenas saído da adoles- cência, fui, como vós, estudante de Medicina. Vendo-vos, nesta hora meiga e consoladora da mi- nha vida, a mim mesmo me vejo entre vós, moço como vós, estudante e poeta como vós. Falo-vos, como poeta, e como velho e impenitente estudante. Conheceis, ou conhecereis, entre os casos clínicos, que vistes ou vereis, uma das mais terríveis desgraças do organismo humano, a mais cruel, talvez, de todas as misérias físicas. E o cancro. Ora, este flagelo do organismo físico existe tam- bém no organismo social.

Futuros médicos para os corpos, sede médicos tam- bém para as almas, para a grande alma do Brasil! O Brasil carece de uma nova terapêutica moral e de uma nova cirurgia audaz Deus abençoe a vossa bondade e a vossa energia! Temos presenciado diversos auditórios com todas as características de uma platéia adulta, mas que agem de forma completamente diversa, com- portam-se como pessoas imaturas, ingênuas e despreparadas.

Deve-se ter muito cuidado no tratamento com as pessoas idosas. O velho normalmente é saudosista, alicerça as razões da sua existência nos feitos do passado e negligencia as idéias de progresso. A sensibilidade feminina é sempre mais aflorada, o gosto da mulher pela poesia, pelos tópicos românticos, pelos enfoques emocionais é mais evidenciado. Meninas e moças gostam, em geral, de quem as brin- de com flores, ainda que sejam de retórica. Minhas filhas! Filhas minhas! Comportamento semelhante irrita o auditório e o coloca contra o comunicador.

Aplaude quando lhe dizem aquilo que acredita ser verdadeiro, quando concordam com suas opi- niões. Para atenuar as dificuldades impostas por essas circunstâncias, é sempre con- veniente procurar um local que seja mais alto do que o nível do auditório, podendo ser uma cadeira ou um palanque.

Assim, peloOutro do. Assim, por exemplo, quan- do nos provocam, queremos revidar, quando demonstram indi- ferença, queremos É preciso, pois,atacar. Concordamos que os antigos retores chegaram a exagerar em alguns pontos no estu- do excessivamente pormenorizado das partes do discurso, mas daí a desconsiderar completamente esses conhecimentos é o mesmo que fechar os olhos para as conquistas do homem.

Todos os caminhos foram percorridos e todas as sutilezas apro- fundadas". Ele pensa, cria, descobre, um processoaperfeiçoa, evolutivodeduz, próprioencontra dos seressoluções dentro inteligentes. A retórica seria coisa facílima, se se pudesse reduzi-la em sistema A arte de falar demanda grande traba- lho, estudo contínuo, longa experiência, muito exercício, prudência consumada, cabeça sadia e sempre presente.

Com a oratória ocorre o mesmo. E como se o orador convidasse o auditório para uma viagem a bordo de uma aeronave. Se os ouvintes entrassem no aparelho, asomente viagemoseria realizada orador porSem viajaria. Estou fraco e abatido Parece-me que sou uma vítima enfeitada para a hora do sacrifício! Doze anos tenho estado em silêncio! Procurou logo nas primeiras palavras conquistar a benevo- lência do auditório, reconhecendo as qualidades de orador de seu oponente: "Pedi a palavra anteontem, quando falava o nobre presidente do conselho de ministros, e pedi-a na espe- rança de lhe responder imediatamente.

O orador conquistou a benevolência de todos os presentes pela forma carinhosa como se referiu ao antigo opositor: " Estar presente nesta solenidade, ao lado do meu querido companheiro de lutas Fernando Mauro Pires Rocha, é motivo de grande alegria.

Trabalhadores do Brasil! Vejo os trabalhadores curvados ao esforço cotidiano sem lobrigar os dons de uma justa recompensa. Contemplo os lares privados de conforto e as almas despovoadas de esperanças.

A sua natureza insubmissa des afia, num duelo perpétuo, as sombras da derrota e os assaltos do pessimismo. Para confirmar a importância desta téc- nica de introduzir a fala, basta mencionar que Emilio Castelar, considerado o maior orador espanhol em todos os tempos, pro- meteu ser breve em trinta e oito dos sessenta e oito discursos que pronunciou no parlamento.

Durante um almoço oferecido pela Academia Paulista de Letras, utilizou a promessa de brevidade para conquistar a docilidade do auditório: "Sr. Ao defender Tullio Murri, no Tribunal Criminal de Turim, o advogado e professor da Universidade de Roma, Henrique Ferri, procurou conquistar a docilidade dos membros do tribunal e dos jurados, prometendo brevidade.

Cabe-me agora a vez de falar em defesa de Tullio Murri. Vou, por isso, procurar expor com maior clareza, o que do processo resulta acerca da personalidade de Tullio Murri e, portanto, da sua responsabilidade Algumas vezes sorriremos, mas também algumas vezes pensaremos com seriedade e me- lancolia.

Dentro desta cidade modelar se respira o ar das primorosas lavouras que a cercam. Dentro dela ressoam instantaneamente, nas vicissitudes da história do café, os sobressaltos ou as esperanças de seus lavrado- res. Contar piadas Temos para este tipo de início duas hipóteses: a. A piada engraçada corre rapidamente e por isso quase sempre é bastante conhecida. Se, mes- mo assim, resolver iniciar o discurso contando uma piada, faça um teste preliminar Se agradar, contando-a emasdiversas nessas circunstâncias, rodas de possibilidades de amigos.

Nasce da cir- cunstância, dentro do próprio ambiente onde o orador se apre- senta. Observe como ele foi feliz no aproveitamento dessa circunstância, exagerando o fato, tornan- do-o engraçado e guardando interdependência com o assunto escolhido: "Os Srs. Começar com palavras vazias, desprovidas de objetividade Todo discurso tem de ser iniciado com objetividade. As defesas foram arrefecidas e o comunicador e o auditório passaram a concordar com as bases iniciais para pe- netrarem no tema. Um deles ocorreu no Rio de Janeiro.

Neste discurso, realizado no Corcovado, o Papa utilizou uma cir- cunstância de lugar para iniciar a sua fala. Os braços abertos abraçam a cidade aos seus pés. Um amor maior que de doo pecado, do que mais que foi criado' a fraqueza e do forte do queque a 'Caducida- a morte. E com tudo isto rompestes.

E por cima de tudo isto passastes! Era um desses exilados, moral e intelectualmente muito acima do seu exilador O ideal autor citado seriaaestudar e extrair essênciaa da filosofia do seu trabalho, fazendo uso de uma ou duas frases, mas, como esta tarefa nem sempre é possível, recomendamos que todos tenham pelo menos um livro com citações de frases célebres e pensamentos.

E assim do podia o mundo porfalar um que nascer, homem traziadenodestino, espírito.

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Mas, realmen- te, acho que tudo tem limite. Nesse o exórdio. Assim, teremos em seqüência: 6. Elogiar o auditório; 9. Prometer brevidade; Demonstrar conhecimento da matéria tratada; Demonstrar claramente a utilidade e relevância da matéria objeto do discurso; Aproveitar um fato bem-humorado; Levantar reflexões; Demonstrar neutralidade sobre assuntos polêmicos. Usar também outras formas que possam ser adaptadas às situações vividas pelo orador.

Passa-se imediatamente para a parte seguinte do discurso. A arte de vender ensina — quando o clien- te estiver pronto para agir, pare de argumentar, deixe que ele assine o pedido. E uma sentença que demonstra de forma con- cisa o tema a ser desenvolvido. Sim, tirania da imprensa O assunto principal do seu discurso versava sobre as oportunidades perdidas ao longo da vida, quando qua- se todos deixavam de falar, motivados pelo medo ou pela falta das técnicas que viriam a assimilar durante o curso.

Assim se expressou ele: "Eu gostaria de lhes falar da minha alegria neste momento e ela é muito maior do que pode ser imagina- da. Mas a minha escolha só posso atribuir à bon- dadeRogo e à benevolência dosencontrar aos céus para meus companheiros. Por que convertia o Batista tantos pecadores? Falharam os planos.

Homens conscientes, ainda que desarmados, valem mais que escravos portadores dos melhores armamentos. A resistência foi brutal.

Vejamo-lo pois de passa- gem, de relance. Nascem as aves com suas ricas plumagens e as feras com suas fortíssimas peles: o homem se. Antigamente, antes do uso das trombetas, o si- nal de combate era dado por um homem que empunha- va um archote.

Por mais, porém, que se encarniçasse a luta, ninguém ousava ferir o anunciador. De tal respeito saiu o provérbio alusivo às derrotas totais, que aparece em Heródoto, 'nem mesmo esca- pou o porta-facho', para significar que todo o exército perecera.

A partir deste ponto o orador aplica sua mensagem principal sobre o fato histórico narrado. Se me permitis, porém, eu desenvol- vo um pouco mais o nosso pensamento comum O argumento tem como finalidade demonstrar por meio de palavras os elementos do raciocínio, tornando clara a passa- gem que se impõe do conhecido para o desconhecido.

Ora, Alfredo é filho do casal antecedente. Roberto é um estudante que se preparou premissa menor. Em ambos os casos deve ser dispensado.

Senhoras tranqüilas vivem em paz. Carmela é uma senhora bondosa. Retórica ou eloqüência? Abriu ele a boca! Todos os grandes oradores se viram chamar retóricos pelos rivais impo- tentes da sua superioridade.

Para demonstrar o brilho da oratória de Joaquim Nabuco na conferência que proferiu na Sociedade de Cultura Artística, sobre a mocidade heróica do grande abolicionista, Graça Ara- nha comparou seu estilo inovador com a decadente forma de discursar dos oradores parlamentares: " Como a literatura, assim foi a oratória. O parlamento se tornou uma esco- la de oradores inspirados no mesmo espírito, seguindo o mesmo processo de que alguns se tornaram mestres e foram modelares.

Era um encanto! Nabuco aí entra quando começava a decadência do gênero. Apenasacadêmica da forma restavam sem a magnitude do espírito criador. Nabuco trouxe para triunfar dos velhos moldes e renovar a eloqüência que definhava o encanto supremo da sensibilidade do seu tempo uma qualidade nova no parlamento, a graça Esteban Monegal Y Nogués estabelece o entendimento das circunstâncias com o auxílio das seguintes perguntas: O que?

Por quê? Com que ajuda? Quan- do? Quando iniciar o estudo? Para bravuracombater eficazmente, pessoal. Todos esses argumentos isoladamente pecam pela fragili- dade.

Em conjunto, disparados sucessivamente, adquirem uma força mais resistente. Esse livro passa por ser profético. Murad era um homem cruel.

Em cinco anos de reinado fez matar pessoas! Era bêbedo. Era de- vasso. E pela primeira vez esse assassino coroado teve um pensamento de bondade: mandou lacrar o livro proféti- co, para que ninguém mais pudesse consultar! Se alguém soubesse a ciência exata de sondar o futuro, era o que devia fazer: escondê-la, esquecê-la, destruí-la! Em Em entrou, baniu a coroa pela porta e organizou de Haia, ao con-a certo das nações. Direis que o Brasil de Por quê? Mais cuidado tivéssemos, em tem- po, com os nossos, nos conselhos da paz, se neles quisés- semos brilhar melhor do que brilhamos nos atos da guer- ra, e acabar sem contratempos ou dissabores Em nada contri- buem para a vitória de quem fala.

É como se o orador contasse para os ouvintes sobre o que falou. Amadeu Amaral traçou as principais características de Raimundo Correa, ao proferir uma conferência pela Sociedade de Cultura Artística. E forçoso parar. Dar-me-ei por satisfeito se houver contribuído um pouco para esse resultado. Desmintamos esse melancólico prognóstico Sabemos que o estado emocional provoca o des- conforto dos sentidos e que por isso mesmo ele é passageiro.

Arte Todo o discurso deve ser um trabalho estético, objetivando sempre a beleza, quer no estilo, quer na forma. Até hoje, falhamos. Esperamos que a via intestinal seja mais eficiente. Andamos por aí com dores de barriga por causa de dóla- res, de libras, de florins, marcos etc. O final da fala ficou marcado como uma das principais mensagens que produziu em toda a sua existência.

Vamos fazê-la". Conquista-as a todas e a todas escraviza. Era pouco ainda. Ataca a Inglaterra e o colosso russo. Agora, ela desperta e abre os olhos à realidade, que se lhe impõe.

E prepara-se para a luta. A postos, pois, brava mocidade, pelo nome e pela honra do Brasil. Nós passaremos, na poeira das coisas transitórias. E vede como por isto alacremente ela vos rece- be! Perfi- lando-se corretos seus ilustres batalhadores.

Ressoa, em honra vossa, uma fanfarra de aplausos. Estais no meio dos vossos camaradas. Sede bem-vindo, General! Contar um fato histórico O fato histórico, de encerramento real ou imaginado, do discurso.

A época da vitória do direito. A diretriz da prevalência da justiça. A terra brasileira, da terra holandesa. E dentro desse alto sentimento que levantamos nossa taça para saudar respeitosos, na pessoa do Se- nhor Embaixador, sua Majestade a Rainha Guilhermina, símbolo da vossa raça". Rodrigues, doJornal do Co- mércio, do Rio de Janeiro, aproveitou a presença dos jornalis- tas, exagerou a circunstância do jantar que estava sendo ofere- cido, e tomou um fato bem-humorado para encerrar a sua fala: " Antes mesmo de analisar os elementos da leitura e do improviso, podemos dar o nosso testemunho pessoal: entre os milhares de alunos que passaram pela nossa escola, poucos encontraram facilida- de para ler sem um treinamento laborioso.

O texto destinado à leitura dentro precisa de estilosercorreto. Todos nós encontramos ocasiões para falar de improviso, mesmo que seja para uma pessoa ou pequeno grupo, mas nem todos possuímos chances de ler um discurso em voz alta. Datilografe seu discurso com tipologia legível e em espa- ços duplos. É o verbo surgindo do nada, tomando corpo, definindo forma e transformando-se em mensagem, nascida do improvi- so, da inteligência e da coragem.

Este é um desejo que poucos conseguem transformar em realidade. Quais as técnicas que utilizam? Quais os artifícios empregados? O que é improviso? Afinal, ele existe? Um bom ser feito. Foi improviso? Sim, foi, o orador talvez nem soubesse que iria usar da palavra na- quele momento para falar sobre aquele assunto.

Feliz e confiante porque dominava total- mente o que se relacionava com férias, começou a falar, abor- dando diretamente o assunto. Posteriormente voltou a se apresentar utili- zando as técnicas que passaremos a discorrer e cumpriu seu improviso com segurança.

O assunto paralelo é um dos principais auxiliares do im- proviso. Regra geral Todo tema possui sempre pelo menos um assunto paralelo. Interesse a ser despertado. Conhecimento do orador. Conhecimento do auditório. Espécie Quanto à espécie, dividem-se em simples e compostos.

Waldir Troncoso Peres, que serve como ótimo exemplo do uso de assunto paralelo. O método em todos os seus passos 1. Analisar a idéia escolhida com auxílio de semelhanças e con- trastes, espaço, tempo, enfoque posicionai etc.

Segurança Este talvez seja o maior motivo que leva grande parte das pessoas a decorar. Assim o discurso é elaborado sem deslizes, sem erros ou omissões. Quando a palavra corpo e desaparece da mente, pode até progredir parao um nervosismo completocomeça a tomar desespero.

Falta de criatividade A comodidade é a mais grave conseqüência do discurso decorado. Particularmente, acreditamos que o meio-termo é sempre o mais indicado: nem improvisar totalmente nem decorar. Sinto-me honrado com esta incumbência e espero encontrar as palavras adequadas para que esta justa homenagem fique gravada como um momento de alegria para todos nós". Faça um breve histórico do progresso e da importância da empresa onde ele trabalha, ou do clube onde é associado, diretor, conselheiro, presidente etc.

Em seguida elogie o seu procedimento como chefe de família, como profissional, como amigo e outras qualidades que puder encontrar. Encontre uma frase motivadora e encerre rapidamente.

Na primeira parte agradeça à homenagem com palavras que traduzam o contentamento que o auditório espera esteja sentindo. Exemplo: "As palavras que acabo de ouvir constituem o maior prêmio que um ser humano pode almejar. Exemplo: "O querido companheiro Carlos Augusto foi bastante bondoso e benevolente nas suas afirmações. Sinto que estou no seio de uma grande família". Exemplo: "Agradeço a oportunidade de ter trabalhado neste empreendimento quetantos das e acima de tudo me possibilitou amigos". Estesermodelo convidado a é uma forma simples para compor a fala nessas circunstâncias.

O auditório, normalmente, espera ouvir ou perceber na fisionomia do ora- dor o desalento pela despedida. Conte que tipo de sentimento possuía quando chegou àquele local, preocupado, feliz, ansioso etc. Em seguida, agradeça ou comente o trata- mento recebido. Exemplo: "Quando cheguei a este clube sentia meu peito saltar delocal. Em seguida, explicar os motivos que o levaram a partir.

Ainda nesta parte, dizer quais as perspectivas para o futuro. Exemplo: "Deixo o Clube Guanabara apenas fisicamen- te, em pensamento sempre estarei aqui. Como é do conhecimento geral, recebi um convite para dirigir uma das mais tradicionais equipes de basquete da Europa e resolvi aceitar mais este desafio na minha vida.

Até passei um dos momentos mais importantes da minha vida. A sua vida social e profissional poderia ser melhor se tivessem mais desembaraço para falar? Pensaram também como ele resolvido? Agora apresente o currículo do orador. Providencie um currículo do orador, antecipadamente. Em todos os momentos vividos por professores, gerentes de treinamento, advogados, vendedores etc, denominaremos sempre como orador aquele que fala. Seria difícil imaginar os dias de hoje sem a presença do microfone.

Mesmo possuindo todas essas qualidades, o microfone, muitas vezes, é visto como um terrível inimigo, chegando a pro- vocar pânico em determinados oradores, principalmente na- queles menos habituados com a tribuna. É comum obser- var oradores segurando, enrolando, ou torcendo o fio do microfone. No caso do microfone de lapela o problema passa a ser muito mais grave por causa da sua alta sensibilidade.

Inicialmente verifique como funciona o mecanismo da haste onde o microfone se sustenta e se existe regulagem na parte superior onde ele é fixado. Normalmente a distância indicada é de dez a quinze centímetros, mas cada microfone possui característi- cas distintas e é prudente conhecê-las antecipadamente. Se durante o teste estiver acompanhado de um amigo ou conhecido, peça que ele fique no fundo da sala e diga qual a melhor distância e qual a altura ideal da sua voz.

Deixe-o a um ou dois centímetros abaixo do queixo. Imaginamos que nas reuniões das empresas é que mais se utiliza a palavra. Alguém que se recosta preguiçosamente na cadeira ou se apóia de maneira indolente com os cotovelos sobre a mesa, quase sempre demonstra indiferença aos temas abordados. Recomenda-se uma atitude firme, com o corpo levemente incli- nado para frente, de maneira disciplinada, atenta e convicta.

Olhe com interesse e atentamente quando estiver ouvindo, e para todos os participantes quando estiver falando. Concorde com alguns pontos Concorde com certos pontos da proposta e peça apenas que sejam acrescentadas algumas informações.

Tenho aqui um estudo Eu que conheço a seriedade do trabalho do Paulo Roberto, sinto-me à vontade para sugerir alguns dados complementares à sua idéia, porque sei que acima de qualquer estudo ele coloca o desempenho da empresa. Aqui começam as objeções. Por exemplo: O que você pensa a respei- to? Existe boa possibilidade de receber a resposta da própria pessoa que formulou a pergunta. Certa vez, ainda no curso ginasial, ocorreu uma cena que jamais escapou a nossa lembrança.

Um colega de classe, ao perguntar, inocentemente, a um companheiro que se sentava ao lado qual a frase pronunciada pelo professor, foi pego em flagrante pelo mestre, que o retirou da sala como se fosse um "criminoso".

Fale um pouco mais baixo Erroneamente, alguns oradores passam a falar num tom mais intenso, quando percebem ruídos no ambiente. Ao perceber que foi notado, talvez ele se cale. Dificilmente alguém continuaria a se manifestar no auditório, sentindo que o orador parou de falar e lhe dirige o olhar. Retire-a da sala. Como é que po- deríamos colocar alguém fora da sala se ele é o presidente de uma companhia para a qual necessitamos vender nossos servi- ços?!

Faça uma Nesse pergunta caso, nada maissimples resta a fazer. Antes de desistir, faça uma pergunta bastante simples relacionada com o tema que desen- volve e procure envolvê-lo pela sua própria resposta. Se, depois de todo esse esforço, sentir que as tentativas foram infrutíferas, peça a Deus que o ajude.

Se nem Ele ajudar, pare de falar e se retire. Como dar u m aviso? Gravamos toda a solenidade em vídeo-teipe, a fim de preservar as imagens e para que depois, longe destas emoções, pudéssemos assistir cal- mamente a tudo o que aconteceu. Temos observado esse fato, até com certa freqüência. Quais as recomendações para utilizar o quadro-de-g iz ou o quadro magnético? O quadro é um excelente elemento auxiliar, mas precisa ser corretamente utilizado.

Para escrever a. O giz de cor amarela sempre se destaca mais.

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Nesse caso, aponte o elemento a ser informado, retire o indicador do quadro e comece a falar. Nesse caso, use gestos mais largos, apontando todos os elementos a serem informados e falando ao mesmo tempo. Ao apagar o quadro comece pela parte superior. Evite falar olhando para o quadro; olhe apenas o suficiente para ler as informações e volte-se para falar olhando para o auditório.

Depende do tipo de erro cometido. Mais uma vez é preciso dedicar cuidado especial à imagem de quem fala. A primeira pesquisa a ser realizada é no próprio conheci- mento do orador. O próximo passo é fazer pesquisas com auxílio do compu- tador e consultar os livros, revistas, jornais e apontamentos da sua própria biblioteca. Distribua as informações que merecerem ser incluídas em três ou quatro partes, de acordo com sua natureza. Como manter o interesse do auditório por tempo prolongado?

Procure preparar o ouvinte para receber as informações mais importantes. À tarde, principalmente logo após o almoço, é muito co- mum o auditório apresentar certa sonolência. Ao percebermos que o ruído dos risos começa a diminuir, devemos voltar a falar e apro- veitar entre oa ouvinte fase mais e oimportante orador. Alguns oradores entretanto, mesmo depois de se tor- narem experientes na arte de falar, continuam a aparentar um certo artificialismo nas suas apresentações. Qual a receita para se orna t r um bomorador?

Coloque uma pitada sem exagerar. Unte a fôrma com bastante expressividade e em seguida derrame à massa a sabedoria e deixe-a crescer. Doure tudo no calor do auditório e saboreie o sucesso.

Esta é a fórmula infalível, uma receita que requer acima de tudo estudo e treinamento. You are the message: getting what you want by being who you are. Nova York: Doubleday, AMET, Émile.

Lisboa: Ailland, Alves Bastos Editores, [ca. Comment on apprend à parler en public. Buenos Aires: Editorial Humanistas, Falar para grupos. Portugal: Edições Cetop, Florença: G. Sansoni, Arte retórica e arte poética. Rio de Janeiro: Tecnoprint, s. Is there a speech inside you? Cincinnati: Writer's Digest Books, L'arte di esprimersi e I principi del discorso. Argentina: Ediciones Corregedor, Speeches like a pro in business and public speaking.

Bell's standard elocutionist. Londres: Hodder and Stoughton, BELL, Gordon. Segredos para ser bem-sucedido em discursos e apresentações. Rio de Janeiro: Zahar, , p. Rio de Janeiro: Record, [ca. México: Editorial Diana, Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, Buenos Aires: Casa Grijalbo S. L'art de dire. Paris: Librairie Armand Colin, Falar bem com boa voz. Ele devia se limitar a contrabandear Livros dos Mortos, de Seth e de Hórus para fora de Heliópolis e manter-se longe de Akhetaten!

Sobre o quê? Resolvi fazer o jogo deles. Lembrei-me das especulações a respeito de touros de que eu havia participado no Foro Romano, durante minhas férias. Quatorze séculos mais tarde, ele ainda estaria sendo adorado. Osíris é nosso! Ísis é nossa! Saqqara é nosso território! Que sirva de comida para os crocodilos!

Eu podia perceber que o baixinho estava ficando nervoso. Eles me agarraram. Debati-me um pouco, só para constar, e me bateram na cabeça, para valer, até eu ficar quieto. O baixinho resmungou durante todo o trajeto até o rio. Vai ver só! Temos Hades. Teremos um mercado cativo. Comecei a pensar que ele tinha se esquecido de mim. Doce engano. Revistou-me rapidamente e encontrou minha corda.

Vai facilitar o nosso trabalho. Estamos com pressa — disse o baixinho, certificando-se de que a corda estava bem apertada. Mann disse para sairmos daqui o mais depressa possível. Ninguém me disse nada. Eu só queria saber.

A gente nunca tem tempo de se divertir! Pelo menos, era o que eu repetia para mim mesmo sem parar. Meus pulmões começaram a arder. Quase desloquei o ombro, mas finalmente consegui alcançar o cabo da faca e torcê-lo. Quando a lâmina ficou dura, quase a perdi. Puxei-a para cima, rasgando o saiote, e comecei a cortar as amarras.

Era uma corda de excelente qualidade; levei um tempo enorme para conseguir meu intento. Era uma vista muito bonita, a cidade ao pé das montanhas, com uma lua cheia no céu, transformando o rio Nilo em uma estrada prateada.

Ninguém disse nada, porque as ruas estavam totalmente desertas. A idéia de escalar o muro e explorar o Grande Templo de Aten, que nunca havia me entusiasmado, tornara-se àquela altura decididamente repugnante.

Minha vontade era ir para casa Caminhei devagar até o local onde havia escondido minhas coisas. Sentei-me em um monte de tijolos e pensei no que iria fazer em seguida. Vai ter uma surpresa e tanto! Esperei um pouco e segui-os.

Aparentemente, o bispo havia colocado aqueles sujeitos no meu encalço. Eles subiram uma encosta suave e depois deixaram a trilha, internando-se no cerrado. Podia ouvir os três falando ao mesmo tempo, em voz baixa. De repente, desapareceram. Absolutamente nada. Sentei-me em uma pedra e fiquei olhando para o Nilo iluminado pelo luar, que era visível de onde eu me encontrava.

Depois de algum tempo, cansei-me de admirar a vista. A noite custou a passar. A cidade era Isfahan, na Pérsia, em d. A Pérsia dos xiitas. Certamente eram objetos provenientes de Isfahan.

A coisa estava ficando cada vez mais interessante. Arranjei um traje persa com Qerrarrquq e segui-os. Olhei em torno e escolhi aquele que me parecia menos confiante, o que havia recuado para deixar os outros fazerem o serviço sujo. Dei um grito e ataquei-o. Ele caiu e consegui atingi-lo com um pontapé na cabeça. Grande coisa. Os outros quatro se aproximaram para me fazer de peneira. De repente, um dos atacantes saiu voando e foi bater com a cabeça na fachada de uma casa.

Estava usando uma braçadeira de ouro. Esquivei-me de uma faca e tentei acertar o dono com um pontapé entre as pernas. Alguém deu-lhe uma gravata, obrigando-o a largar a faca. Ela apertou com mais força e o homem perdeu os sentidos. Enquanto isso, os outros dois estavam sendo mantidos à distância por um homem de nariz adunco e barba longa e crespa. Ele desarmou um dos ladrões com um chute e os dois saíram correndo. Depois das aventuras da véspera, em Akhetaten, e dos golpes que acabara de receber, meu corpo inteiro doía.

Parecia que eu estava fazendo um curso intensivo de artes marciais. Talvez pudesse organizar excursões daquele tipo, quando me aposentasse do trabalho de detetive. Chegamos ao Maidan-i-Shah, a praça principal de Isfahan. Estava cheia de gente alegre e animada, cuidando dos negócios do dia a dia, e era o símbolo de um mundo próspero e pacífico.

Era um dia de sol e os tetos arredondados das mesquitas se recortavam contra o azul profundo do céu e as montanhas cobertas de neve do Zagros. Comecei a achar que, no final, tudo acabaria por fazer sentido. Quando lhe agradeci, em vez de sorrir, fez o mesmo gesto que os capangas de R. Mann usavam para se identificar. Respondi com o gesto que o amigo do baixinho havia usado. Seu nome era Salomon ben Ezra, e a mulher, sua esposa, chamava-se Rachel. Os dois ficaram olhando para mim, curiosos.

Pensei depressa. Se meus três amigos de Akhetaten tinham partido mais cedo, chegando a Isfahan seis horas antes de mim, deviam ter sido atacados pelos ladrões no escuro.

Entretanto, aqueles dois estavam pensando que eu fosse o baixinho, pois havia chegado na hora combinada. Eu tinha que arriscar. Salomon deu de ombros. O Horizonte de Aten foi difícil para ele. Deus do sol Fez um muxoxo de desprezo. Salomon olhou para mim, assustado. Rachel olhou para ele, furiosa. Salomon pareceu surpreso.

Teve um prejuízo e tanto. Isso acontece toda hora, você sabe. Os nativos descobrem que pessoas confusas, cheias de objetos interessantes, aparecem como que por encanto em certos lugares e podem ser assaltadas e mortas sem que ninguém fique sabendo.

Sei de cada história Parecia aliviado por mudar de assunto, de modo que realmente me contou alguns casos. Eram de arrepiar os cabelos. Salomon bateu em uma porta. Ela foi aberta e entramos no quartel-general de R. Os corredores estreitos e câmaras sombrias daquele lugar estavam entulhados de sucata. Sucata religiosa. Mal havia espaço para a gente passar. Esse material é de primeira. De matar! É coisa de alta qualidade, Ngargh. Estamos falando de um dualismo autêntico.

Conflito real. O Bem contra o Mal. A luta decisiva, Ngargh. O Grande Acontecimento. Era uma voz estranha, trêmula, distante. Reconheci-a como pertencente aos habitantes de um planeta da estrela conhecida na Terra como Epsilon Eridani. Nosso assunto é grana, dinheiro vivo. Misture isso com um pouco de ritualismo e vai ganhar dinheiro de verdade.

Coisa fina. Resultados garantidos. Arrisquei uma olhadela. Mann tinha a aparência que eu havia imaginado: era um sujeito gordo e careca, de queixo duplo, bochechas rosadas, usando uma camisa roxa e fumando charuto. Apontou o charuto para Ngargh, que lembrava um gafanhoto tamanho família com a cabeça revestida de aparas de metal.

Nem um pouco. Mann soltou uma baforada. Sabe o que vou fazer? Vou incluir alguns cultos menores, como o rastafarianismo, coisas do tipo, sem aumentar o preço.

Um excelente negócio. Que acha, Ngargh? Ngargh se retirou do aposento, sem demonstrar nenhum entusiasmo. O olhar de Mann vagou por um momento e depois se fixou em Salomon ben Ezra. Precisava mesmo falar com você. Entre, entre. Sabe, Solly, estive pensando em uma nova campanha de propaganda.

Uma coisa radical. Coisa forte, e tem vendido muito bem. Puxa, o pessoal do sistema de Rigel começou a usar pega-rapaz e chapéus de pele. Mas, como disse, estive pensando. Nós poderíamos botar realmente para quebrar. Quero dizer: transformar o judaísmo no maior sucesso da temporada. Um gancho, Solly. Precisamos de um gancho. Poderia fazer o mesmo por você. Ficaríamos ricos da noite para o dia! Estou falando sério! Era um bezerro de ouro.

Vai ser um tiro na praça! Salomon empalideceu. Salomon olhou para mim, desconfiado. Mann sacudiu a cabeça. Nunca o vi em toda minha vida.

Ele me procurou, querendo saber a respeito de Kinbarn — disse o Bispo de Chartres, que acabara de entrar na sala. Estava usando os trajes locais, calças bem largas e uma veste, mas ainda trazia uma cruz pendurada no pescoço. Parecia que R. Mann lhe havia vendido um pacote completo — Rylieh! Especialmente no Egito. Dividimos o território, mas ele vive interferindo no meu setor. Olhou para mim.

Foi Belle Zebub que mandou você aqui? Ela tem o monopólio dos fariseus. Ah, esqueça. Alphonse, pegue-o. De repente, havia um vulto enorme ao meu lado. Como é que as pessoas sempre conseguem chegar perto de mim sem que eu perceba? Ele me segurou com toda a delicadeza. Senti-me como se estivesse no interior de uma Donzela de Ferro. O homem parecia duas vezes maior que os dois gângsteres de Akhetaten.

Com um turbante na ponta, parecia mais um dedo com esparadrapo. Surpreendeume olhando para ele e me deu um soco. Compreendi a indireta e olhei para outro lado — Que sorte! Tranquem-no numa cela. Piscou o olho para mim. Mann é mesquinho. O bispo parecia preocupado. Muito preocupado. Tentei ajoelhar-me, embora isso fosse difícil naquela cela estreita. O proselitismo pode ser uma atividade perigosa.

O bispo colecionava almas aos milhares, sem perceber que se tratava de um triunfo vazio. Martin havia pressentido a verdade. O bispo respirou fundo. Quase me enganou com a sua Eu estava falando para o vazio. O bispo tinha ido embora. A porta porém, continuava trancada.

Minutos depois, ouvi o som de vozes. Eram Rachel e Salomon, que tinham resolvido discutir justamente no corredor que levava à minha cela. Agora veja o que nos aconteceu. Salomon gemeu.

Os dois pararam de discutir e aproximaram-se da porta da minha cela. Senti vontade de dar-lhe um soco. É como os outros. A janelinha se abriu e Salomon olhou para dentro da cela, com os olhos arregalados. É apenas um correio Faz idéia de como é difícil patrulhar um planeta inteiro durante quinhentos milênios?

Vou-lhe dizer, é um trabalho espinhoso! Dei-me conta de que estava me lamuriando. Afinal, eu tinha esse direito. Vocês podiam começar me tirando daqui Salomon e Rachel desapareceram. A porta se abriu e Alphonse me arrancou da cela. Ele a afagou. Enrolou-a no meu pescoço.

Ngargh observava com interesse. Nada de muito elaborado, mas funciona como uma espécie de anticlímax. Mann começou a apertar a corda. De repente, a porta se abriu com estrépito. De pé, na entrada do aposento, apareceu uma figura impressionante. Pela primeira vez desde que o conhecera, parecia um bispo de verdade. O pesado crucifixo de ouro cravejado de jóias fez um barulho enganadoramente suave ao chocar-se com o crânio de Mann, fazendo-o cair, sem sentidos, em um canto da sala. Ngargh recuou para o canto oposto, tremendo.

O bispo ficou parado, sem saber o que fazer em seguida. Houve um barulho ensurdecedor e outra pessoa entrou pela porta, mas sem se dar ao trabalho de abri-la primeiro. Caiu de costas, mas levantou-se rapidamente, aparentemente ileso, apesar do modo pouco convencional que havia usado para entrar no aposento.

Rachel e Salomon entraram logo depois e começaram a correr em volta de Alphonse, como coelhos cercando um urso.

Os dois jogaram futebol com a sua cabeça durante algum tempo, até que ele ficou imóvel. Salomon se aproximou de mim e cortou as amarras com uma faca — Onde vocês aprenderam a fazer isso? Cetim e seda. Apalpei a fazenda. Parecia mesmo lingerie, embora fosse difícil entender como um bispo podia conhecer lingerie.

Examinei a insígnia nos botões. Depois de um momento, tudo ficou claro para mim. Eles gostavam de conforto em tudo, até mesmo nas roupas, quando a família conseguia um bispado para um dos seus membros. Salomon e Rachel começaram a destruir o bezerro de ouro. Era feito de madeira coberta com folha de ouro e em pouco tempo estava reduzido a pedaços.

Por sua insistência, levamos Mann conosco. Nossa ladainha transformou o corpo inconsciente de Mann em motivo de troça. Os donos das lojas começaram a rir e acenar para nós. Salomon repreendeu-os: — Crianças insolentes! Respeitem os mais velhos! Entramos em um beco sem saída. Salomon apalpou cuidadosamente o espaço à frente, com o rosto sério. Depois fez um sinal para nós e entregamos-lhe o corpo. Devagar, mantendo um ângulo preciso, ele rolou o corpo pela parede. Olhei para Salomon.

Estava com a testa coberta de suor. Rachel começou a massagear-lhe as costas. O bispo desviou os olhos. Eu estava começando a suspeitar de alguma coisa. Salomon olhou para o céu. O sacrifício é seguido por um ritual canibalesco, parte importante da dieta do clero. Entretanto, um pequeno templo sobrevive, e mesmo floresce, em um vale escondido, graças a pessoas estranhas que surgem do nada. Pensei no destino que estava reservado para Mann e senti um arrepio.

Ela puxou Salomon pelo braço. Chelm fica longe daqui. Salomon fez que sim com a cabeça e, sem olhar para nós, deixou-se conduzir. Os dois chegaram ao final da rua, dobraram a esquina e desapareceram. Eu e o bispo olhamos um para o outro. O bispo sorriu. Só faltava essa. O bispo tinha resolvido bancar o esperto. Ele riu.

Talvez você o conheça de nome: Gautama Buda. Ajoelhei-me e ele me abençoou. Deveria ter me lembrado do nome, isso teria me poupado um bocado de trabalho. Eu estava em um jardim. Estava em um caminho largo, coberto de grama, que atravessava o jardim.

O regato corria para um pequeno poço cerimonial. Quando a encosta ficou mais íngreme, a trilha se transformou em uma escada, que passava pelo meio das estruturas de madeira de um mosteiro budista.

Até de Manhã

De novo. Simplesmente fiquei parado onde estava, esperando que a pessoa que havia falado desse a volta e me encarasse de frente. Ele passou por aqui? Droga, droga, droga. Sempre atrasado. Ouvi um leve zumbido. Meu guia usou uma pederneira para acender alguns lampiões. Seus três olhos fitavam o nada. O zumbido vinha de algum lugar no interior do seu corpo.

Havia uma tigela vazia ao lado do seu joelho esquerdo. Parecia uma coisa que eu tivesse passado a vida inteira ouvindo, sem nunca perceber. Talvez fosse o som do universo funcionando. Um eco no interior do meu próprio crânio. Tudo que sabia era que estava ouvindo e que estava me deixando maluco. Agradeci ao monge pelo trabalho, antes de sair da choupana. Ele sorriu para mim.

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À luz dos lampiões, pude ver que possuía um Ficava bem no fundo da boca, do lado direito. Tinha chegado a hora de voltar ao ponto de encontro. Era quase meio-dia. A casa parecia deserta, embora eu pudesse ouvir o silvo dos sprinklers que irrigavam o gramado e a conversa em voz baixa dos jardineiros mexicanos, do outro lado da sebe. Sentei-me em uma das cadeiras ao lado da piscina.

Marienbad riu. Foi trabalhar em uma festa na casa de Cecil B. DeMille, para comemorar a estréia de Os Dez Mandamentos. Prazer em vê-lo, Mathias. Contei-lhe toda a história, sem rodeios.

O bispo, Salomon, R. Teria me evitado um bocado de sofrimento. E influenciar as suas conclusões? Mas você fez um excelente trabalho. A idéia de deixar o suculento Sr. Fé religiosa! Pais dissipam a fortuna da família em sacrifícios e doações, filhos se deixam A estrutura familiar é despedaçada. Precisamos dar um basta a este tipo de coisa! Era o que eu temia.

Você é difícil de contentar. Uma semana. Veja algumas peças de teatro, beba xerez, farreie à vontade. É uma época boa para farrear. Rylieh continua à solta! Sorriu para a mulher, sem levantar a cabeça do travesseiro, e disse: — Sou o caso perfeito, Tertia. Tertia Parecia terrivelmente preocupada. Existem tantos tratamentos para o câncer Eu, pelo menos, sei muito bem. Sou a pessoa mais chegada a Mike. Você sabe disso. É uma ciência ainda mais nova que a robótica.

Arnfeld assentiu. Podem diminuir a constante de Planck ou fazê-la voltar ao normal de forma quase rotineira e os controles que tornam isso possível foram implantados no corpo de Mike. Ele pode aumentar ou diminuir de tamanho à vontade, sem afetar as coisas que o cercam. Pense nisso, Tertia. Tenho sorte de ser parte da experiência. Ficarei reduzido a uma existência limitada, quase vegetativa.

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Vamos tirar proveito desta oportunidade Tertia sacudiu a cabeça. É preciso que a senhora compreenda isso. Discutimos exaustivamente todo o processo. Ele acha que o risco é perfeitamente justificado, nas circunstâncias atuais.

Nós e o Dr. Continuaria a ser um fenômeno estatístico. A probabilidade aumenta à medida que o tamanho de Mike diminui. Entretanto, quanto menor ele se torna, menor a sua massa. Só que nada disso vai acontecer. A Sra. Arnfeld sabia que mais cedo ou mais tarde seria forçada a encarar os repórteres. No momento, estava sentada rigidamente, diante de uma repórter jovem e agressiva. Roth — disse a Sra. Arnfeld, com ar cansado. Foi por isso também que meu marido se dedicou com tanto afinco à tarefa de construir um robô capaz de miniaturizar-se.

Sempre se considerou como um paciente em potencial Arnfeld insistiu em conversar com Mike e, nas circunstâncias, seria impossível deixar de atendê-la. Arnfeld conhecera Mike logo depois que o robô ficara pronto, quando estava sendo submetido aos primeiros testes, e Mike se lembrava dela. Ele disse, na sua voz curiosamente neutra, impessoal demais para parecer humana: — Prazer em vê-la, Sra.

A cabeça era muito pequena, os quadris largos demais. Tinha uma forma quase cônica, com o vértice para cima. Entretanto, a forma escolhida fazia Mike parecer ridículo, quase um retardado mental.

Havia vantagens psicológicas no antropomorfismo, pensou a Sra. Arnfeld, pouco à vontade. Arnfeld — respondeu Mike. Arnfeld — declarou Mike, com orgulho. Quanto tempo vai levar para destruí-las uma por uma? Mike pode seccionar os capilares que irrigam esses tumores, eliminando milhões de células de cada vez. O rosto jovem de Johannes se contraiu, como se estivesse tendo dificuldades para decidir o que dizer.

Arnfeld se voltou para o robô. Naturalmente, é quase impossível fazer isso quando estou voltando ao meu tamanho normal. Arnfeld — disse Mike, em tom solene. Quando estavam saindo, Johannes comentou, no que a Sra. Afinal, um robô é feito para obedecer a ordens. Naturalmente, vamos expandi-lo o mínimo possível dentro do corpo de Gregory Você sabe muito bem, Tertia, que toda cirurgia envolve um certo risco, mas De certa forma, a Sra.

Nesse caso, a probabilidade de algum acidente provocado por negligência tenderia a aumentar. Aquele dia, porém, ainda estava distante. Arnfeld olhou para o trio, procurando, sem sucesso, algum sinal de nervosismo. Viu quando o robô foi injetado no corpo do marido. De repente, a imagem na tela mudou. Agora estava vendo uma holossonografia do corpo do marido.

Mesmo assim, podia acompanhar o progresso de Mike através dos vasos sangüíneos de Gregory Arnfeld. Quando Johannes chegou para vê-la, a Sra. Arnfeld estava acabando de acordar, depois de dormir o dia inteiro por causa de um sedativo que lhe haviam administrado.

Levou apenas um momento para se refazer e perguntar, em tom assustado: — Que aconteceu? Arnfeld, aliviada. E acrescentou, novamente preocupada: — Que aconteceu? Johannes lhe contou. Passaram-se dois dias antes que pudesse conversar com o marido. Eu estava errada. Seja como for, se eu tiver uma recaída, daqui a alguns anos, usaremos Mike de novo. Nesse ponto, Arnfeld franziu a testa e disse: — Sabe de uma coisa?

Arnfeld manteve um silêncio discreto. Precisa de tempo para se recuperar. Esperar mais seria pior para todos os envolvidos. Por quê? Faltava apenas voltar ao tamanho normal. Que foi que ele fez? A Primeira Lei tem precedência. O que fez foi diminuir de tamanho o mais depressa que pôde; quando sua massa estava muito menor que a de um elétron, usou o gerador de raio laser, que a essa altura Ele explodiu no espaço.

Os raios gama foram detectados. Arnfeld ficou olhando para ela. Queria que ele sobrevivesse! Em vez de arriscar sua vida, preferiu sacrificar a dele. Nem mesmo para Mike. Isso é tudo que importa. Oh, que pena. Que pena! Asimov — disse o robô azul. Apertou uma tecla do computador, fazendo aparecer uma agenda. Asimov é o escritor mais famoso do século XX e agora do século XXI; deve ser uma pessoa muito ocupada. Posso saber do que se trata? O robô se debruçou ainda mais na mesa e disse. É por isso que se recusa a nos deixar entrar para ver o Dr.

Asimov Susan consultou novamente a agenda. O robô branco rodou para perto dele; o robô prateado pegou um exemplar de Caça aos Robôs com os sensores digitais articulados e começou a folhear o livro. Depois de alguns minutos, o robô branco pegou uma revista, mas o robô azul permaneceu imóvel, olhando para Susan. Susan ficou olhando para a tela do computador. Depois de um longo intervalo, o telefone tocou. Asimov, um certo Dr.

O senhor vai atender? Assim que ela desligou, o robô azul se aproximou e debruçou-se de novo na mesa. Linge Chen estava telefonando do outro lado do mundo — explicou Susan. O robô pegou as projeções e ficou parado, olhando para Li um exemplar de pré-lançamento na livraria onde trabalho.

Instrutivo, profundo e abrangente. A Primeira Lei me impede de fazer o trabalho para o qual me projetaram! É absolutamente essencial que eu fale com o Dr. Asimov para que A porta do escritório do Dr. Asimov se abriu violentamente e o velho escritor apareceu. Os cabelos brancos estavam despenteados e as costeletas ainda mais brancas tremiam, como se o Especialmente se for o Dr. Linge Chen. Sabe qual o livro que ele queria traduzir para o butanês? Mas se ele telefonar de novo, deixe-o esperando na linha e toque Also Sprach Zarathustra a todo volume.

Clarke — disse o robô prateado, pondo de lado o livro que estava lendo. Asimov olhou interrogativamente para Susan. Por mais que eu goste de escrever, aprecio ainda mais ouvir alguém elogiar meus livros. Conhecê-lo é para mim um privilégio, Dr.

Apontou para os outros dois. Isso quer dizer que vieram me ver com um objetivo específico? Asimov olhou para o relógio digital na parede.

O senhor tem uma hora vaga Estaremos aqui. Susan ajudou-o a vestir a camisa social e abotoou o colarinho. Nunca me ocorreu incluir um robô de madeira nas minhas histórias. Susan virou o colarinho para cima e começou a dar um laço na gravata. Olhando para ele, lembrei-me de mim, quando era rapaz — disse Asimov, com o queixo para cima. É minha maneira de mostrar que detesto usar terno e gravata. Fique quieto e deixe-me terminar o trabalho.

Ela acabou de dar o laço na gravata e recuou para admirar sua obra. Um dos lados do laço estava um pouco maior que o outro. Susan acertou o laço, examinou-o de novo e deu-lhe um tapinha final. Susan ajudou o escritor a vestir o paletó e enrolou um cachecol no seu pescoço. Estaria perdido sem você. Passou-lhe a bengala e acompanhou-o até o elevador. Assim que as portas se fecharam, voltou ao escritório e pegou o telefone.

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Asimov, ligando de Nova York, a respeito da sua entrevista no dia vinte e oito. Seria conveniente para a senhora? Quando o Dr. Quando você diz a um robô para chegar às quatro, ele chega às quatro, enquanto que os seres humanos Um hora e quinze minutos depois da hora marcada. Sabe o que ele queria? Publicar edições comemorativas de todos os meus livros. Pelo menos teria alguma coisa para fazer.

Poderia ter escrito um livro em uma hora e quinze minutos, mas também me esqueci de levar papel. Um luxo. Engoliu a pílula e se encaminhou para o escritório. Girou a maçaneta e parou novamente. Às vezes me esqueço Abriu a porta. Um terceiro robô, usando um agasalho esportivo azul e laranja e um boné com o desenho de um cavalo laranja atravessando a galope uma ponte pênsil azul, estava sentado em um tripé que se projetava de suas costas.

Asimov e Susan entraram, o tripé foi recolhido e os três robôs se levantaram. Trabalha para os Broncos de Brooklyn. Asimov, odeio interromper, mas o senhor devia escrever o discurso para o jantar de hoje à noite — disse Susan. Eu nunca escrevo discursos.

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Voltou-se para o robô azul. Até os modelos mais primitivos dispunham de algum tipo de salvaguarda. O seu nome é grande demais! Somos programados individualmente e recebemos um nome de acordo com nossas habilidades principais. Nós todos temos nomes humanos. O meu é Darius. Ficaria honrado se me chamasse assim. Médico é Dr.

Nosso código de ética é bastante rígido. Um político? Só estavam os garçons. Apontou para o Contador — Que é que você estava dizendo? A porta da ante-sala foi aberta. Asimov, é Gloria Weston! Esqueci que tinha marcado uma entrevista para ela às quatro horas! Devo ter esquecido de colocar o nome dela na agenda. Parece que os robôs pensam exatamente como eu.

Weston veio de magtrem da Califórnia especialmente para falar com o senhor — Da Califórnia? Qual é o assunto? Ela se referiu apenas ao seu novo livro. E você vai querer que eu saia daqui ao meio-dia. Acho que vamos ter que deixar para sexta-feira. Levantou-se devagar.

Uma coisa que o Contador disse. Olhou para Susan. Weston entrar — disse Susan. Vim me despedir. O telefone tocou. Susan atendeu, — Qual é o seu nome oficial? Nada de Datilografa, Arquivista, Enfermeira? Asimov repetiu o nome devagar, como se estivesse anotando em um pedaço de papel.

Estou a caminho de Nova York. Cancele todos os meus compromissos para hoje. Apenas as entrevistas da tarde. Qual é mesmo o telefone da Hitachi-Apple?

O telefone tocou novamente. Ligue para o Contador e avise que quero me encontrar com ele e os amigos no meu escritório às quatro da tarde de hoje. Esta é uma ordem direta. Ele desligou. O Contador olhou para o relógio.

O telefone tocou de novo. Cofiou as costeletas brancas. Por que tinham vindo falar comigo? Em outras palavras: você me lembra de que tenho que tomar o meu remédio e compra um buquê de flores para Janet sem que haja necessidade de instruções expressas. Olhou em torno. Tudo que havia feito era escrever alguns contos. Voltou-se para Susan, que estava olhando para o Contador.

Fiz mais uma pergunta, apenas para confirmar, e pronto. Olhou em torno, com um sorriso. O Médico e o Estatístico estavam impassíveis. Agora sente-se e deixe-me terminar. Susan sentou-se. A culpa é da Primeira Lei.