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Estranho para os dias de hoje, o engajamento político deste show foi sucesso de bilheteria. Ao misturar diferentes canções, Flash propôs uma narrativa musical composta de uma série de identidades musicais, evocando diferentes artistas. Fundada na década de e fechada pelo regime militar em , foi líder de audiência nos anos Eu sou o samba, morena, sou natural aqui do Rio de Janeiro. Foi num samba de gente bamba que eu te conheci, faceira.

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Segredo 8. A Bela e a Fera 9. Doce de Coco Medo de Amar Bicho de 7 Cabeças II As Ilhas A Distância. Perdoa Amor Tudo No Olhar Vem Me Amar Frio da Madrugada Pra Dançar Vaneira Seu Brinquedo Quebrou Bora Se Acabar Como É Bom Sister Blister 2. Hands Clean Acoustic 3. Fear Of Bliss 4. Unprodigal Daughter 5.

Symptoms 6. Awakening Americans 7. Offer 8.

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Bent 4 U 9. Simple Together Purga Torying Sorry 2 myself Joining You Melancholy Mix These Are The Houghts Pollyanna Flower Uninvited Demo Perigo 2. Só Depende de Nós 3. Só Penso em Nós 4.

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Meu Fogo Meu Ar 5. Fonte de Desejos 6. Fonte de Desejos 7. Vou Tocar o Movimento 8. Se É Amor 9. Quando a Gente Ama Tem Jeito Ok Me Proteja Alma de Beija-flor Arrepiou, Arrepiou. Lemy - Virtual Diva 06 - Arcangel Ft. Boomer - Apli K 18 - Eloy Ft. Sonho de Caboclo - Tonico e Tinoco Saudades de Ouro Preto - Alvarenga e Ranchinho A Caneta e a Enxada - Lourenço e Lourival Paraguaia - Pedro Bento e Zé da Estrada Carro de Boi - Ronaldo Viola Chew Fu Ghettohouse Extended Chew Fu Ghettohouse Radio Clean Chew Fu Ghettohouse Radio Dave Aude Dub Dave Aude Radio Demolition Crew Remix DJ Dan Radio Filthy Dukes Club Filthy Dukes Radio James Carameta Tabloid Radio James Carmaeta Tabloid Full Moto Blanco Club Moto Blanco Dub Moto Blanco Radio Clean Moto Blanco Radio Stuart Price Remix.

Kardinal Offishall. Born To Make You Happy 5. I Did It Again 6. Stronger 7. Boys The Co-Ed Remix f. Pharell Williams Me Against The Music f. Madonna Toxic Everytime Gimme More Piece Of Me Womanizer Circus If You Seek Amy Radar Fire Crawl Back In Too Late Inside Of Me Let Down Give Me Your Name My Suffering Condemned Into You End Of The World Walking In Circles In The Darkness Morning After Bonus Track.

Remix [feat. Steve Edwards] Booty Luv — Say It Dizzee Rascal — Dance Wiv Me feat. Calvin Harris and Chrome Slumdogz — Jai Ho Wez Clarke remix. Natasha] Chicane — Saltwater Paul Thomas Mix Eric Morillo — I Get Lifted Dru Bad Lay-Dee] Blew Floyd The Barber About A Girl School Love Buzz Paper Cuts Negative Creep 0 8. Scoff Swap Meet Moustache Sifting Big Cheese Intro Live School Live Floyd The Barber Live Dive Live Love Buzz Live Spank Thru Live Sappy Live Scoff Live About A Girl Live Been A Son Live Blew Live.

Get This Party Started Trouble So What There You Go Just Like A Pill Eventually God Is A DJ Feel Good Time feat. William Orbit Bad Influence You Make Me Sick Nobody Knows Sober Conversa de um surdos com um surdo e cego andre gama.

Nilton Câmara conversando com SurdoCego. Nilton Camara. Instagram: niltoncamara. O cego, o surdo e o mudo Enigma de lógica DesafiosLegais. Entrevista com Carlinhos no Globo Esporte!

Hélio Surdos. Espero que curtam! Abraço globoesporte. Tadoma Teki Libras. Experiência inesquecível de minha amiga. Demetrius interpretou Minha gente, que falava da dura vida do povo. A guitarra elétrica, vista pela esquerda nacionalista como símbolo do imperialismo cultural, foi motivo até de passeata, ocorrida justamente um pouco antes.

Estavam lançadas as bases do Tropicalismo musical. Janaina Faustino Ribeiro Socióloga. Apesar de praticamente esquecido, Torquato Neto foi um dos mais relevantes e criativos personagens do meio cultural brasileiro entre as décadas de e A personalidade combativa e a incapacidade de fazer concessões podem ser apontadas como fatores determinantes para que sua figura passasse a ocupar um lugar de subalternidade em nossa historiografia cultural.

Sports, entre março e outubro de Em um primeiro momento, abordaremos sua biografia em consonância com as articulações em torno dos movimentos musicais dos anos Torquato encarna um dos mitos mais caros de nossa gente: o mito do poeta morto jovem.

In: VAZ, Toninho. Pra mim chega: a biografia de Torquato Neto. Paralelamente a esta atividade, ele escrevia poemas para serem musicados pelos amigos artistas. Nenhum dos artistas à época — incluindo aqui Caetano Veloso e Gilberto Gil, que se tornariam, ao lado de.

Torquato, tropicalistas mais tarde — deixou de sofrer algum tipo de influência da ideologia cepecista. Em meados de , desiludido com as ideias da perspectiva nacional-popular, Torquato sugeriu, ao lado dos amigos e parceiros Ca-.

Rio de Janeiro: Rocco, Grifos do autor.

Estamos todos ao redor da mesa, a mesma mesa, e somos vistos. Pois é: é preciso virar a mesa [ O panorama crítico da década de As principais linhas de força concernentes ao pensamento da crítica musical do período se definiram ao longo dos anos 60, depois do lançamento da bossa nova. Na segunda, em contato com. Projeto Crítica cultural e cultura popular. Seu objetivo foi ana-. Vejamos de que modo estas visões se articulavam em seus escritos.

Preocupado com a pesquisa. Para ele, esta sonoridade era mal construída e pouco elaborada. Por isso, para ele, era imprescindível que se produzisse uma história do samba no Brasil.

Grifos nossos. Mesmo assim, o Chico, o Sidney, o Paulinho da. Viola, o Baden e tantos outros continuam acreditando. No samba. As fronteiras de Torquato Neto; e Vida toda linguagem. A descoberta do som para o futuro dono da Casa Edison, o tcheco Frederico Figner, deu-se aos 23 anos de idade, em , quando ainda era morador em San Antonio, no Texas. Trazia um. A primeira através de uma nota de jornal comunicando a. Ditafone, aparelho usado para gravar mensagens e discursos em tubos de cera para serem datilografados depois.

Era uma galeria para venda de pinturas dos melhores artistas da época. Para nós, hoje, esse valor tem outro sentido. Representa o fato de cinquenta mil pessoas, em menos de um ano, terem ido a um recinto pago para ouvir o fonógrafo. Em novembro de , proporcionou demonstrações do fonógrafo à família imperial. Entre a fita e a luz que estava por baixo, girava uma roda de folha de uns 25cm de diâmetro, que tinha uma abertura de uns 4mm e que produzia o efeito de movimento e iluminava o quadrado da fita.

Cada fotografia correspondia a uma volta da roda. Eram 16 fotografias por segundo. Espiava-se por um vidro de aumento. As fitas eram de 50 pés de comprimento e as cenas eram pequenas. Brigas de boxe, brigas de galo, danças etc. Mas era uma novidade. Comprei seis kinetoscópios e uns fonógrafos e trouxe-os para o Rio.

Fiquei no Rio bastante tempo exibindo os kinetoscópios e kinetofones e os fonógrafos. Este instrumento compunha-se de uma pequena faca de safira fixada na guia do braço do fonógrafo, articulada para pesar ligeiramente sobre a superfície do cilindro enquanto o motor girava rapidamente.

Esta faca, tocando a superfície, girando e avançando a cada volta, raspava os sulcos até que o cilindro estivesse completamente limpo.

'Tamo Junto'. Xand Avião e Safadão cantam juntos em novo projeto. Baixe o primeiro show!

Pagava mil. E quanto se gravava, quanto se vendia. Em , após distrato, Arthur Martins registrou firma individual e tornou-se representante da Gramophone Co. Apesar do processo ser empírico e de ter que assumir toda a responsabilidade do empreendimento, Figner aceitou. Quantidade astronômica para um mercado inexistente. O puxado media 8,5 x 5,5m. As gravações poderiam ser feitas em semicírculo ou em pequena arquibancada. As ceras das primeiras gravações na Europa eram muito duras, e tornadas mais duras ainda pelo frio do inverno.

Prescott deteve as ceras após a venda da Zonofone e as incorporou à International Talking Machine-Odeon. Como tudo era empírico, as ceras do Rio de Janeiro, debaixo de muitas reservas, foram embarcadas para a Alemanha sem saber no que dariam. O clima tropical colaborou. E ninguém notou. Havia um segredo nessas gravações que seria desvendado.

Pode-se afirmar com segurança que as gravações com o código RX visível na massa do disco foram feitas no primeiro semestre de , bem como as com R até as duas primeiras centenas.

In: Franceschi, Humberto M. Registro sonoro por meios mecânicos no Brasil. Figner fez o mais acertado comercialmente, nem marca nem monograma, apenas uma característica: a de que todos os discos gravados pela Casa Edison apresentassem a mesma aparência visual, fundo amarelo e letras prateadas.

Essa etiqueta deu singularidade de marca nos discos fabricados para a Casa Edison. Convém lembrar que todas as gravações da Casa Edison etiquetadas com a marca Odeon foram selecionadas e financiadas por Figner, e processadas e prensadas na Alemanha no período de a Apenas para ilustrar: mantinha trinta prensas manuais produzindo 4.

Foram gravadas ceras entre os dias 11 e 21 de julho. Dessa série, destaca-se o Grupo Terror dos Facões, com composições e interpretações de alta qualidade. A Casa Edison preencheu, com essa série, claros existentes na sequência numérica da série Foi quase tudo que o Brasil gravou. Vendeu a peso para derreter todo o acervo, que resultou em 47 toneladas de cobre e quinhentos quilos de prata. Foi usado apenas nos três primeiros meses de funcionamento, e somente em reprensagens de gravações anteriores a O mercado de discos no Brasil tinha crescido de maneira surpreendente.

Figner havia permanecido na Europa por quase dois anos. A importância do acervo O acervo sonoro do Arquivo Nacional é composto por mais de dez mil documentos sonoros, entre discos e fitas audiomagnéticas, referentes ao período de Total de discos, fitas cassetes e fitas de carretel aberto ou fitas rolo.

Também armazenados em minidisc e CDs. Moysés Weltman. Somese a tudo isso o acervo doado pelo pesquisador Humberto Franceschi 2. Alguns fundos sob a guarda do Arquivo Nacional:. Dedicou-se também à literatura, escrevendo livros de memórias, entre os quais Reminiscências do sol quadrado e Na rolança do tempo.

Um disco no acervo. San Tiago Dantas. Seu acervo é composto por 12 discos de vinil. Cinco discos no acervo. Em , o DNOS foi extinto, sendo repassadas. Três fitas cassetes no acervo. Foi extinto em Um disco e quatro fitas cassetes no acervo.

O que se viu foi um tesouro. O acervo permite que se vislumbre o entrelaçamento entre moral e política no período do regime militar, quando uns poucos decidiam o que podia ser visto e ouvido. O controle da atividade artística no país, no entanto, tem registros e mecanismos anteriores àqueles anos. Durante o Estado Novo, os artistas — bailarinos, palhaços, atores, compositores, cantores e outros — passaram a ser fichados pela Delegacia de Costumes e Diversões do Rio de Janeiro,4 de acordo com as funções por eles exercidas.

Deste modo, é no acervo da referida delegacia que encontramos as fichas de importantes personalidades do universo musical da época, como os cantores Ataulfo Alves, Vicente Celestino, Aracy de Almeida, Elizeth Cardoso, Francisco Alves, Herivelto Martins e Orlando Silva, ou o speaker Ary Barroso. O acervo encontra-se classificado em ordem alfabética pelo nome verdadeiro do artista.

Destacam-se, neste acervo, o. Como se percebe, o acervo identificado pelo GIFI é fonte obrigatória para o pesquisador interessado nos primórdios do samba e do carnaval carioca.

Arquivo Nacional. Quando o assunto é carnaval, seus textos dividem espaço com artigos e reportagens de autores como Haroldo Costa53 e Sérgio Cabral. Fundada na década de e fechada pelo regime militar em , foi líder de audiência nos anos Um dos fundadores das escolas de samba Deixa Falar, Mangueira e Portela, Heitor chegou a ficar preso por vadiagem durante dois meses na Ilha Grande, em , ainda adolescente.

Em ele fora acusado de defloramento, de acordo com o artigo do Código Penal da época. Carvalho, compositor e diretor-roteirista de shows, foi registrado em 28 de março de Com um repertório que ia do erudito ao popular, esse comércio proporcionava um grande lucro para seus comerciantes. Andréa Dutra Cantora, compositora e jornalista.

Ano de Nos Estados Unidos surgiram as canções escravas, os spirituals, os blues, o jazz, o funk. Este artigo é sobre a riqueza imaterial que essa mistura nos legou. King Jr. Vitoriosos, depois de dias de boicote, conseguiram que as leis do Alabama fossem consideradas inconstitucionais e deflagraram um movimento irreversível, de âmbito nacional e reflexos mundiais, pelos direitos civis dos negros.

É impossível precisar quando e onde um movimento sociocultural começa. As ondas de pensamentos saem umas de dentro das outras e se propagam indefinidamente, muitas vezes para além do esperado.

As ideias se alastram, coletivamente, atravessam fronteiras, ganham arautos. Realizam-se em sequência pelo mundo. King liderou o movimento pelos direitos civis por cerca de dez anos, com elegância e competência.

Atraiu multidões de negros e brancos para a causa, promoveu passeatas com milhares de pessoas, fez discursos que o mundo cita até hoje. Idolatrado, King morreu assassinado em circunstâncias nunca reveladas.

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Black Power. Direitos civis para todos Nos Estados Unidos, a longa e dolorosa luta dos negros pela alforria definitiva eclodiu nos anos , quando a passageira Rosa Parks, negra, se recusou a ceder o assento do ônibus a um branco, como mandava a lei daqueles tempos. É um chamado para os negros estabelecerem suas metas e liderarem suas próprias organizações O que nós vamos passar a dizer agora é Black Power!

Incitada a se armar, a comunidade negra começou a reagir, no mesmo calibre, e conseguiu afugentar os brancos da KKK dos seus quintais e esquinas.

Grupos que pensavam o ativismo negro, como os ídolos Panteras Negras, afloravam pelo país; a esquerda multirracial discutia o racismo. Lideranças se fortaleceram, correntes se formaram, anônimos apareceram para reagir à supremacia branca, fosse na política, na sociedade civil e nas suas manifestações: cultura, moda, literatura, artes. Berry Gordon criou em a Motown, gravadora que projetou pop stars negros no mundo todo. O mundo parou para ouvir e dançar. O mundo se viu no espelho. Soul virou sinônimo de negritude, independente de estilos.

O jovem negro carioca gostou do funk americano, do soul, dos modelitos, das gírias e, sobretudo, de ter uma cultura exclusiva associada a ele. A cultura agora era black, assim,. Os bailes aconteciam em grandes proporções, em clubes com capacidade para até dez mil pessoas. Todo mundo se chamava de mano, amizade, sister e brother. A saída era torcer para algum amigo viajar e trazer discos. Na Zona Norte formavam-se as equipes de som itinerantes que levavam o som black para toda a cidade.

De fato, a ditadura começou a visar aquelas enormes aglomerações, com medo de que se transformassem, realmente, num movimento de dimensões políticas além das pistas. A festa era para todos. Ninguém apoiava oficialmente: gravadoras, mídia oficial, artista, ninguém. Fazíamos as nossas próprias capas de discos.

Só no município de Duque de Caxias havia cinco ou seis equipes de baile. O negócio era descer o morro, ter o próprio espaço. Peguei o microfone e agradeci a presença do coronel, dizendo que ele estava ali para garantir a ordem Puseram um capuz na minha cabeça e me levaram para interrogatório Os donos do suingue Os bailes eram apenas um lado do Black Rio.

Tim Maia, Cassiano, só fera. Ali, os meninos experimentaram. Tim criou uma linguagem brasileira para o soul. Imitado e repetido como ninguém. O primeiro compacto de Tim Maia saiu em Balanço que ele inventou misturando bossa nova, samba, soul music e seu sotaque pessoal. O cantor Wilson Simonal estourou com País tropical, de Jorge, atual Ben Jor, e prosseguiu desenvolvendo sua malandragem e seu balanço como representante mor da Turma da Pilantragem, que flertava claramente com a postura do soul americano.

O negócio era deixar cair. Simonal fez sua reverência ao Black Power em seu Tributo a Martin Luther King , que ele fez pensando no sonho de liberdade e fraternidade de King, expresso no seu famoso discurso I have a dream. Toni morou nos EUA, onde conheceu o movimento negro, e chegou a ser preso aqui, por imitar o gesto do pessoal do Panteras Negras. Toni também emplacou o mega-hit Pode crer, amizade, mas deu preferência à carreira de ator. Ele é o grande poseur do black carioca, como James Brown foi para o funk americano.

Gravou em mais de sessenta discos. O soul vazou para outras praias musicais, e compositores como Marcos e Paulo Sérgio Valle, ipanemenses da turma da bossa nova, tiveram seus dias de negritude com Black is beautiful, gravada por Elis.

Roberto Carlos também se enamorou do balanço negro e chamou o baterista de outro rei, James Brown, para tocar com ele. Ivan Lins é compositor brasileiro da gema, sempre com o pé no soul, desde O amor é meu país. Nesse tempo, muitos artistas brasileiros gravavam em inglês para se inserirem nesse mercado.

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Samba com jazz, samba com funk. A Black Rio teve três discos em oito anos de carreira e mais algumas participações especiais em discos de outros artistas, como no Tim Maia Disco Club, de , como banda de apoio do artista. Foi aí que a discoteca achou sua brasilidade e botou o povo nas pistas para dançar.

A Black Rio virou ícone e modelo de brasilidade, da quentura brasileira, em todo o mundo. Depois desse disco, Tim Maia fez mais hits e gravou Vale tudo em dueto. Gilberto Gil sempre deu suas voltas pelas praias do soul. Qual a diferença entre o charme e o funk? Charmeiros atravessavam a cidade em busca do baile perfeito.

Papo reto Em , o estilo chamado Miami Bass chegava ao Brasil. Era só arrumar uma base gravada e sair falando em cima, extravasando o pensamento, na linguagem da comunidade: papo reto.

O funk carioca tomou conta das pistas do Rio de Janeiro. Amado e odiado, defendido e rechaçado, o funk de galera bota hordas de jovens para dançar, em todo o Rio de Janeiro, de norte a sul.

E diferente dos anos 70, a negritude carioca atual adora se identificar com o samba e suas raízes. O samba continua rindo, branco, black e beautiful, mais vivo e dinâmico do que nunca, ganhando também suas novas nuances, misturas e sabores.

Mais uma voz para o Black Rio de Janeiro.

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Mais uma voz do Brasil. Tim havia visitado um pai de santo que o alertou sobre a proximidade de sua morte. Estranhamente, duas semanas antes de morrer, convocou Chediak para retomar os encontros. Considerado por muitos uma resposta negra a Woodstock, o festival de Wattstax aconteceu em Los Angeles, para lembrar a Revolta de Watts, conflito racial que aconteceu em Nos EUA, para garantir a presença maciça de membros da comunidade negra de Los Angeles, os ingressos foram vendidos a um dólar.

Aproximadamente dois anos antes de Tim passar mal no palco e morrer, o produtor musical e editor Almir Chediak propôs a Tim uma série de encon-. These are the songs. Tributo a Martin Luther King. A Lua e eu. Hei você. Black is beautiful. Assuma sua mente, brother! O que nós queremos é dançar! Dançar, dançar e curtir muito som. Amar como ama um black! Andar como anda um black! Usar sempre o cumprimento black! Falar como fala um black! E eu te amo, brother!! Viver sempre na onda black!

Ter orgulho de ser black! Curtir o amor de outro black! Eu te amo, brother!! Pois é, foi dali que viemos. A Fluminense FM fortalece essa nova cena com uma trilha sonora perfeita. O resto é história. Ronaldo Werneck Poeta e jornalista. Abre a cortina do passado-presente. Dessa janela, sozinho, ouvir a cidade me agitacalma. Nas noites claras de luar, a mulata sestrosa de olhar indiferente.

Como num romance, o homem de meus sonhos me apareceu no dancing. Era mais um. A voz do morro rasgou a tela do cinema. Ele me comia com aqueles olhos de comer fotografia. E a luz do nosso canto — e as vozes do poema — necessitaram transformar-se tanto que o samba quis dizer: eu sou cinema.

Eu disse xiiiis. E o filme disse: eu quero ser poema. E de close em close fui perdendo a pose. E até sorri, feliz. Como no cinema, me mandava às vezes uma rosa e um poema. Foco de luz. Eu, feito uma gema, me desmilinguindo toda ao som do blues. Mas quero ser filme e filme-filme. E o samba agora diz: eu sou a luz. Quero ser velho de novo eterno, quero ser novo de novo.

Nunca mais romance, nunca mais cinema, nunca mais drinque no dancing. Quero ser Ganga bruta e clara gema. Nunca uma espelunca. Eu sou o samba viva o cinema. Eu te amo! E saiu correndo pra pegar o seu lugar no futuro. E feito luz sumiu na poeira das ruas. Era fevereiro quase março, e o Rio de muitos janeiros continuava lindo. Olhos abertos em vento sobre o espaço do Aterro, sobre o espaço sobre o mar. Quem vai ao cinema, quem vai ao teatro. O mar vai longe do Flamengo, o céu vai longe e suspenso.

Quem vai ao trabalho, quem vai descansar. O céu vai longe do Outeiro, o céu vai longe da Glória. Quem canta, quem pensa na vida. O céu vai longe suspenso em luzes de luas mortas. No avesso da montanha, é labirinto, é contrassenha, é cara a tapa. Fala, Penha. Fala, Olaria.

Ouça alguns de nossos Jingles Políticos

Fala, Piedade. Quem olha a avenida, quem espera voltar. Os automóveis parecem voar. Luzes de uma nova aurora que mantém a grama nova e o dia sempre nascendo. Vento do mar e o sol a brilhar. Calçada cheia de gente a passar e a me ver passar. Cidade Maviosa, rascunho da saudade. Rio que mora no mar. O mar, eterno cantor, ao te beijar ficou perdido de amor. E hoje vive a murmurar: só a ti Copacabana eu hei de amar. Da janela a cidade se ilumina como nunca jamais se iluminou.

Qual o filme que você quer ver. Vai, faz ouvir os acordes. Do Rio que é baía. Guanabarabaía que sorri de tudo, serras de veludo. A luz é dura. A chapa é quente.

Que futuro tem aquela gente toda. Perdido em ti, eu ando em roda. É pau, é pedra, é fim de linha. É lenha, é fogo, é foda. Fala, Encantado, Bangu. Fala, Realengo. Fala, Maré. Fala, Madureira. Fala, Meriti, Nova Iguaçu.

As chaves da cidade Momo vai guardar. Quando vi você passar senti todo o meu corpo tomado. O resto é mar. A morena vai sambar, seu corpo todo balançar. Balança toda pra andar. Balança até pra falar. Balança mesmo que é bom, do Leme até o Leblon. Eu vejo na luz dos seus olhos as noites do Rio ao luar.

Vejo o mesmo mar, balan-balançando sem parar. Fundamental é mesmo o amor. Copacabana, Copacabana. Cristo Redentor. Este samba é só porque, Rio, eu gosto de você. É ela menina que vem e que passa num doce balanço.

Você passa, eu acho. Na boca da noite de Elis uma luz vadiava. Fala, Pavuna. Cordovil, Pilares. Espalha a tua voz nos arredores, carrega a tua cruz e os teus tambores.

Nessa vida tudo passa e você também passou. Por causa do amor, do corpo dourado, do sol de Ipanema. Em Ipanema, em que bar, em que cinema te esqueces de mim. Da primeira vez era a cidade, da segunda o cais e a eternidade.

No sinal fechado ele vende chiclete, capricha na flanela e se chama Pelé. Pinta na janela, batalha algum trocado, aponta um canivete.

E até. Vou querer viver em paz: o destino é quem me diz. Por causa do amor e das estrelas que esquecemos de contar. Enquanto a noite vem nos envolver, o amor se deixa surpreender. Menino do Rio, calor que provoca arrepio. No meu lado delinquente, tem sempre um tipo valente que tem olhar muito louco e desafia o futuro. Que ama o cheiro da rua, costuma andar na avenida no lado escuro onde a vida continua. Eu canto pra Deus proteger-te. Tudo o que sonhares, todos os lugares, as ondas dos mares.

No sinal fechado ele transa chiclete. E se chama pivete. Quando vem a madrugada seu pensamento vagueia. Eu quis amar, mas tive medo. O amor sabe um segredo. Mas a fonte secou. Só na hora da sede é que procuras por mim. Mangueira é celeiro de bambas. O morro veio me chamar. Sob uma chuva de rosas, meu sangue jorra das veias.

De terno branco e chapéu de palha vou me apresentar à minha nova parceira. Morena boca de ouro que nos faz sofrer, o teu jeitinho é que me mata. Eu sou o samba, morena. Disseram que você era a maiorial. Eu sou o samba, morena, sou natural aqui do Rio de Janeiro. A voz do morro sou eu mesmo, sim senhor.

A poesia fez um mar, se alastrou. Sempre o sol me queimando. Corre e me socorre Rio de janeiro, eu sou mais você. Rio Babilônia. Rio de Vasco e Botafogo, América e Bangu. Rio da alegria geral. Urbana, suburbana e rural. E o samba em Madureira. E com a Mangueira do seu lado, é bom sinal. Chapinha premiada e lata de sardinha. O modess e a camisinha.